A poucos dias do fim do ano, o balanço dos concursos públicos
realizados em 2012 tem seus aspectos positivos, mas ainda assim o número
de contratados e convocados foi abaixo das projeções.
Dados
do Ministério do Planejamento revelam que aumentou em 7,44% o número de
concursados convocados em 2012. Neste ano, 16.650 novos servidores
ingressaram no serviço público ante os 15.444 chamados no ano passado.
Mesmo
assim, o número de contratados ficou abaixo da projeção do Planejamento
para o período, que era de 16.794 novos postos, dos quais 10.317 se
destinariam a novos provimentos e 6.477 à substituição de terceirizados.
A
quantidade de convocados, no entanto, é bastante inferior aos 54,7 mil
novos postos previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA). De acordo com a
secretária de Gestão Pública (Segep) do Ministério do Planejamento, Ana
Lúcia Amorim, a quantidade prevista é apenas “autorizativa”. “Não houve
queda (nas contratações). Historicamente, o que é efetivado é sempre
inferior, isso acontece todos os anos”, explicou Ana Lúcia. Segundo ela,
o Anexo 5 da LOA é autorizativo apenas e contém grandes números porque
considera todos os Poderes, com previsões que vão além do próximo
exercício.
“Estamos falando de uma peça plurianual,
cumulativa”, que abrange vagas para cargos efetivos e comissionados
civis, para cargos militares e ainda quantitativos relativos à criação
de cargos herdados de orçamentos anteriores que não foram ainda
aprovados no Congresso Nacional.
Em 2012, educação foi a área
mais beneficiada, com 50% das vagas autorizadas, no total de 8.440. Em
2011, esse percentual havia sido 70%. Saúde e segurança pública também
entram no topo das prioridades de governo, com 4.161 e 1.513 novas
convocações, respectivamente.
Perspectivas
Para
2013, a LOA autorizou 49,3 mil contratações. Segundo a margem
orçamentária do Ministério do Planejamento, ao descontar o efetivo
militar e os cargos comissionados, o número cai para 37,2 mil novos
postos.
Ana Lúcia disse que o momento de instabilidade
financeira mundial e o fraco desempenho econômico brasileiro não alteram
a quantidade de contratações.
“O ritmo das autorizações está
dentro da normalidade, levando-se em conta que a recomposição de quadros
por meio de concurso público realizada nos últimos anos já chegou a
patamares de estabilidade em relação à composição de pessoal”. (Agência Brasil)
"Áreas de destaque
Em 2012, educação foi a área mais beneficiada, com 50% das vagas autorizadas, seguida por saúde e segurança pública"
"No ritmo
A
insta-bilidade financeira mundial e o fraco desempenho econômico
brasileiro não devem alterar a quantidade prevista de contratações"
Fonte: O Povo Online.
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