A descoberta do Bóson de Higgs, partícula que explica o mistério da massa, lidera uma lista dos 10 principais avanços científicos de 2012, divulgada nesta quinta-feira (20) pela revista "Science".
Sem o Bóson de Higgs, os cientistas acreditam que nós e todos os átomos agrupados do Universo não existiriam.
A "Partícula de Deus" recebeu o nome de Peter Higgs, de 83 anos, um
britânico tímido e de fala mansa que, em 1964, publicou um trabalho
conceitual sobre a partícula. O físico belga François Englert, de 79
anos, contribuiu com a teoria separadamente.
Os outros grandes avanços científicos, segundo a "Science", foram:
- Cientistas na Alemanha usaram uma nova técnica para sequenciar o genoma completo de um grupo enigmático de humanos denominado denisovanos, com base em uma minúscula amostra do osso de um dedo de cerca de 80 mil anos encontrado em uma caverna na Sibéria. Nada se sabia sobre os denisovanos, a não ser que eles foram contemporâneos dos neandertais, outro 'primo' do homem moderno.
- Cientistas japoneses criaram óvulos viáveis usando células-tronco
embrionárias de camundongos adultos. A descoberta traz a possibilidade
de que mulheres que são incapazes de produzir óvulos naturalmente possam
obtê-los em um tubo de ensaio, a partir de suas próprias células, e
depois implantá-los em seu corpo.
- Engenheiros da Nasa fizeram o veículo-robô Curiosity, de 3,3 toneladas, pousar em Marte,
usando um sistema de pouso inovador que fez pender o veículo, com as
rodas para fora, usando três cabos. 'O pouso sem falhas reassegurou seus
desenvolvedores de que a Nasa poderé, algum dia, levar uma segunda
missão para apanhar amostras coletadas e trazê-las de volta à Terra',
reportou a Science.
- O uso de um laser de raios X, que brilha um bilhão de vezes mais do
que fontes de síncroton tradicional, permitiu a cientistas determinar a
estrutura da proteína envolvida na transmissão da doença do sono
africana. "O avanço demonstrou o potencial de lasers de raios X para
decifrar proteínas que os raios X convencionais não podem", destacou a
"Science".
- Uma nova ferramenta permitiu a cientistas modificar ou desativar
genes em animais de laboratório. Esta tecnologia poderá ser tão eficaz, e
até mais barata, do que as técnicas direcionadas a genes e permitiria
que cientistas se focassem em papéis específicos e mutações em pessoas
saudáveis e doentes.
- Cientistas confirmaram a existência de férmions de Majorana,
partículas que podem agir como sua própria antimatéria e se
autodestruir. Cientistas acreditam que bits quânticos (ou qubits) feitos
pelos férmions de Majorana poderão ser usados para armazenar e
processar dados de forma mais eficaz do que os bits usados atualmente
nos computadores.
- O projeto Encode demonstrou que 80% do genoma humano é ativo e ajuda a ligar e desligar genes. A nova informação pode ajudar cientistas a compreender os fatores de risco genéticos para doenças.
- Uma interface cérebro-máquina que permite humanos paralisados a mover um braço mecânico
com a mente e executar movimentos em três dimensões. A tecnologia
experimental é promissora para pacientes paralisados por derrames e
lesões na medula.
- Cientistas chineses descobriram o parâmetro final desconhecido de um
modelo que descreve como partículas subatômicas, conhecidas como
neutrinos, mudam à medida que viajam na velocidade próxima à da luz. Os
resultados sugerem que a física de neutrinos pode um dia ajudar os
cientistas a compreender porque o universo contém tanta matéria e tão
pouca antimatéria.
Fonte: G1.
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