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sábado, 29 de dezembro de 2012

Decisão do PT sobre aliança no Ceará com o PSB

O Partido dos Trabalhadores (PT)  deixou para 2013 a discussão sobre manutenção ou fim da aliança com o Partido Socialista Brasileiro (PSB) no Estado do Ceará. Apesar de ser oposição em Fortaleza, o PT continua aliado do Governo Cid Gomes e alguns petistas divergem sobre a situação.

A prefeita Luizianne Lins, presidente da executiva estadual do PT no Ceará, tem se posicionado nos últimos meses de forma opositora à gestão do governador Cid Gomes, mas, formalmente, o partido ainda não decidiu que rumo deverá tomar. No Governo, inclusive, pelo menos quatro petistas, dentre esses, três deputados estaduais eleitos pela coligação que reelegeu Cid Gomes, são secretários de Estado.

São eles: Camilo Santana, da Secretaria de Cidades; Nelson Martins, do Desenvolvimento Agrário; Francisco Pinheiro, Cultura; e Isolda Cela, da Educação. O vereador eleito Deodato Ramalho, da ala ligada à prefeita Luizianne Lins, que já foi, inclusive, procurador geral do Município e secretário de Meio Ambiente, afirmou que, caso o partido decida por manter a aliança com PSB, a situação ficará desconfortável, visto que a legenda não sustentará uma posição mais coerente de defesa ou ataque da administração do governador.

“Alguns secretários do Estado sempre atacarão a gestão da prefeita Luizianne Lins e do PT e não vejo outro caminho a não ser o do rompimento e da oposição. Nacionalmente, não dá para comparar, pois é outra linha, outro posicionamento”, apontou o legislador.

A presidente estadual do PT deverá tirar licença de 30 dias da legenda, a partir de janeiro, onde quem deverá assumir seu posto será Joaquim Cartaxo, vice-presidente do partido no Ceará. No entanto, nenhum encaminhamento sobre esse assunto deverá ser dado, visto que envolve muitos interesses. Procurado, o deputado federal, José Nobre Guimarães, disse que ninguém na executiva sabe o que a prefeita irá fazer, pois ela não fez nenhum comunicado oficial e sequer o grupo se reuniu para deliberar sobre o tema.

Segundo ele, os membros da executiva não foram avisados sequer sobre sua licença e que não queria comentar seu posicionamento em relação ao fim ou não da aliança PT e PSB no Ceará. “Quando ela der a carta para eu falar eu aviso”, disse ele.

Já o secretário do Desenvolvimento Agrário, Nelson Maritns, afirmou que desde o fim das eleições, não foi convocado uma vez sequer para qualquer reunião visando debater o assunto. Para ele, mais importante do que as desavenças locais é o projeto nacional que não é só do PT, mas que está tendo a participação de vários partidos, dentre eles, o PSB, que é um aliado histórico dos petistas. “É importante que se avalie isso, porque daqui a um ano e meio teremos eleição presidencial e evidentemente interessa ao PT manter a aliança nacional. Eu defendo que o referencial deva ser a questão nacional e não a local”, apontou.

O gestor disse que respeita a decisão da executiva municipal do PT, mas defendeu que no Estado permaneça essa união. “Qual é o referencial mais importante? O de Fortaleza ou o nacional?”, indagou Nelson Martins, enfatizando seu desejo de permaneça da união dos dois partidos.

O ex-líder do Governo Cid na Assembleia Legislativa, Antônio Carlos, no entanto, enfatizou que quem rompeu com o PT em Fortaleza foi o PSB e não o contrário e lembrou que Fortaleza é, atualmente, a maior cidade administrada por petistas. Em sua análise, mesmo seu partido sofrendo ataques de pessebistas, o grêmio se esforçou para manter a aliança.

“O PT tentou manter aliança até o final. Acho que o diretório não levar isso em consideração estará cometendo um grave erro”, disse ele, salientando ainda que a posição da presidente do partido, Luizianne Lins é de fazer, sim, oposição a Cid Gomes. “O mais coerente é ir para a oposição e tenho certeza que esse é o sentimento dela”, avaliou.

Fonte: Diário do Nordeste.

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