Ilustração mostra movimentos de filme de polímero
em contato com a água
(Foto: Divulgação/Nature/Ning Zhang)
Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla
em inglês) inventaram um novo material que gera energia a partir do
vapor d’água. O artigo com o estudo foi publicado nesta quinta-feira
(10) pela revista “Science”.
O sistema funciona da seguinte forma: ao absorver pequenas quantidades de água, um filtro de polímero se enrola repetidas vezes para cima e para baixo. O movimento contínuo é transformado em energia suficiente para abastecer dispositivos micro e nanoeletrônicos, como sensores ambientais.
As vantagens da nova tecnologia são muitas, segundo os pesquisadores. “Um sensor alimentado por bateria precisa ser substituído periodicamente. Mas, se você tem este dispositivo, pode captar a energia do ambiente, de modo que não seja necessário substituí-lo muitas vezes", diz Mingming Ma, pós-doutorando do Instituto David H. Koch do MIT, e principal autor do artigo.
As potenciais aplicações do novo material incluem, em grande escala, geradores movidos a vapor d’água, e geradores menores para ligar eletrônicos vestíveis. "Ele não precisa de muita água", diz Ma. "Uma quantidade muito pequena de umidade seria suficiente".
O sistema funciona da seguinte forma: ao absorver pequenas quantidades de água, um filtro de polímero se enrola repetidas vezes para cima e para baixo. O movimento contínuo é transformado em energia suficiente para abastecer dispositivos micro e nanoeletrônicos, como sensores ambientais.
As vantagens da nova tecnologia são muitas, segundo os pesquisadores. “Um sensor alimentado por bateria precisa ser substituído periodicamente. Mas, se você tem este dispositivo, pode captar a energia do ambiente, de modo que não seja necessário substituí-lo muitas vezes", diz Mingming Ma, pós-doutorando do Instituto David H. Koch do MIT, e principal autor do artigo.
As potenciais aplicações do novo material incluem, em grande escala, geradores movidos a vapor d’água, e geradores menores para ligar eletrônicos vestíveis. "Ele não precisa de muita água", diz Ma. "Uma quantidade muito pequena de umidade seria suficiente".
Captação de energia
O novo filme consiste em uma rede interligada por dois polímeros diferentes. Um deles forma uma matriz dura, mas flexível, que proporciona um suporte estrutural. O outro, é um gel macio que incha quando absorve água.
Os esforços anteriores para fazer filmes sensíveis à água utilizaram apenas um dos polímeros, o que gerava uma resposta muito mais fraca ao estímulo. "Ao incorporar os dois diferentes tipos de polímeros, gera-se um deslocamento muito maior, assim como uma força maior," diz Liang Guo, um dos autores do estudo.
Quando o filme de 20 milionésimos de metro de espessura é colocado
sobre uma superfície que contém uma pequena quantidade de umidade, a
camada inferior absorve a água evaporada, obrigando a película a
curvar-se para fora da superfície. Uma vez que a parte inferior da
película é exposta ao ar, ela rapidamente libera a umidade, saltando
para frente, e começa a enrolar-se de novo. Uma vez que este ciclo é
repetido, o movimento contínuo converte a energia química em energia
mecânica.
Esses filmes podem agir tanto como atuadores (um tipo de motor) ou geradores. Como atuador, o material pode ser bastante potente. O estudo demonstra que uma película de 25 miligramas pode levantar uma carga de lâminas de vidro com 380 vezes o seu próprio peso, ou pode ainda transportar uma carga de fios de prata com 10 vezes o seu próprio peso, trabalhando como uma espécie de “minitrator” movido a água.
Esses filmes podem agir tanto como atuadores (um tipo de motor) ou geradores. Como atuador, o material pode ser bastante potente. O estudo demonstra que uma película de 25 miligramas pode levantar uma carga de lâminas de vidro com 380 vezes o seu próprio peso, ou pode ainda transportar uma carga de fios de prata com 10 vezes o seu próprio peso, trabalhando como uma espécie de “minitrator” movido a água.
Geração de energia elétrica
A energia mecânica gerada pelo material também pode ser convertida em eletricidade, que pode ser armazenada em condensadores capazes de ligar dispositivos microeletrônicos de baixíssima potência, tais como sensores de temperatura e umidade.
Para gerar eletricidade em escala maior, o filme precisa ser colocado em cima de um lago ou rio. Ele ainda pode ser preso à roupa, para que a mera evaporação de suor alimente dispositivos como sensores de monitoração fisiológica. "Você pode estar correndo e gerando energia", diz Liang Guo.
Os pesquisadores agora trabalham para melhorar a eficiência da
conversão de energia mecânica em energia elétrica, o que pode permitir
que filmes menores alimentem dispositivos maiores.
Fonte: G1.
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