O motorista só deve sentir diferença no rendimento do motor depois de
quatro ou cinco abastecimentos feitos exclusivamente com a gasolina
aditivada
Na hora de abastecer o carro, o frentista pergunta: “aditivada ou
comum?”. Na dúvida, o motorista costuma optar pela comum, por ser a mais
barata. Mas, apesar do custo, a aditivada tem vantagens, devido à
presença de componentes químicos que limpam e melhoram o desempenho do
motor.
Bruno
Iughetti, consultor na área de petróleo, combustíveis e portos, explica
que a gasolina que sai das refinarias, chamada de gasolina A, é pura,
sem aditivos. Ao chegar às distribuidoras, é acrescentado etanol anidro
(substância que melhora a octanagem do motor), que no Brasil é de 20%.
Após esse processo, está pronta a gasolina C – ou gasolina comum.
“Nós
temos a possibilidade de produção nas distribuidoras de uma gasolina
especial que, depois de receber o etanol anidro, recebe outro aditivo
que varia em cada uma das distribuidoras”, diz Iughetti. Esse aditivo dá
à gasolina uma qualidade superior, pois contém substâncias detergentes e
dispersantes que mantêm o motor completamente limpo, esclarece o
consultor. “Obviamente, vai custar alguns centavos a mais”, lembra.
Para
carros mais modernos e de melhor qualidade é recomendado o uso
exclusivo de gasolina aditivada. Segundo Iughetti, esse tipo de
combustível mantem limpo o motor, contribuindo para o melhor desempenho
deste. “Há menos necessidade de manutenção. As vantagens são muitas para
carros de último modelo”, afirma.
Apesar das vantagens, nem
todos os carros devem ser abastecidos com esse tipo de gasolina. “Se
você tem um carro com muitos quilômetros rodados, não faz sentido você
colocar uma aditivada, porque o efeito vai ser praticamente nenhum. Às
vezes, será até pior porque esse aditivo vai deslocar partículas que
podem sujar a vela”, esclarece Iughetti.
No entanto, é
possível passar aos poucos da comum para a aditivada, mantendo atenção a
alguns cuidados especiais. Segundo Iughetti, deve-se começar misturando
meio tanque da comum com meio da aditivada. No abastecimento seguinte,
porém, já se pode colocar apenas a aditivada.
Segundo Antônio
José Costa, assessor de assuntos econômicos do Sindicato dos Postos de
Gasolina (Sindipostos), o motorista só vai sentir a diferença no
rendimento do motor depois de quatro ou cinco abastecimentos só com a
aditivada.
Etanol e Premium
Além
das gasolinas comum e aditivada, há outros combustíveis: o etanol e a
gasolina premium. O etanol é o álcool, que pode ser usado nos veículos
flex junto com a gasolina. “O álcool consome mais que a gasolina. Para
ele ser atrativo, deve ter o preço de até 30% abaixo do preço da
gasolina. Se passar disso não é bom negócio”, diz Costa.
No
entanto, ele aponta que o etanol é um combustível limpo, ou seja, menos
poluente que a gasolina. “Ele não vem do petróleo, vem dos vegetais. No
Brasil, vem da cana de açúcar”, aponta. Além de causar menos dado à
natureza, possui uma octanagem maior que a da gasolina, epermite partida
mais rápida.
Já a gasolina premium possui uma octanagem
maior. “Na hora da queima do combustível, quanto maior a octanagem, mais
rápida será a partida”, explicao assessor. A gasolina premium também é à
base de aditivos dispersantes e detergentes, mas com um percentual
maior. Esse combustível deve ser utilizado em carros importados com
motores potentes. “Uma gasolina ‘top de linha’, para quem ter carro de
primeiro de nível”, diz Bruno Iughetti.
Fonte: O Povo Online.
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