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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

No CE, estudante com doença rara dribla prognósticos médico e dirige

 

A estudante de direito Lívia Vasconcelos, de 21 anos, possui uma doença rara, a displasia metafisária com frouxidão, o que a deixa com baixa estatura e problemas físicos. Mesmo assim Lívia Vasconcelos driblou os prognósticos dos médicos, superou os preconceitos e se considera um exemplo de vida. Ao contrário do que esperavam os médicos, ela trabalha, estuda, dirige o próprio carro e anda com as próprias pernas.  “Eu sempre percebi que era diferente. Minha família me mostrou que eu era diferente, no entanto, me ensinou que era possível me tornar uma pessoa igual às outras", afirmou.

Lívia Vasconcelos descobriu a doença quando tinha quatro anos de idade. Depois de passar por várias cirurgias a garota de um metro e cinco centímetros passou a estudar e se tornar mais independente.

Lívia sonhava em tirar a carteira de motorista. “A minha família, meus amigos, minha mãe e meus irmãos, enfim, todos diziam que era maluco. Eles afirmavam que ela não tinha condições de dirigir. Aí eu disse que ia me formar no Detran Ceará. Se eles dissessem que poderia tirar, eu falei para mim mesmo, que iria apoiar a vontade dela. Ela fez os exames e foi aprovada”, conta o pai, Hélder, de 60 anos.

“Se ela passou é porque ela tem condições. Por sinal, vale lembrar, que ela dirige muito bem. É calma e a gente não fica nervosa dentro do carro quando ela está ao volante ”, conta a avó, Maria Neli Vasconcelos, que ra inicialmente contra a neta digirir.

Os primos Luciano Vasconcelos e Arthur Vasconcelos cresceram ao lado de Lívia. Atualmente são parceiros de festas. “Minhas primeiras farras eu tive com ela do meu lado. Pegava carona com a Lívia. E quando eu vou para uma festa com ela a levo nos braços. Todos gostam dela e querem falar com ela, abraçar, enfim a Lívia é querida por todo mundo”, disse o primo.

Responsabilidade

Apesar de sair bastante, Lívia Vasconcelos diz ter muita responsabilidade. Ela cursa direito e sempre sonhou em advogar. Lívia passou em três cursos, mas preferiu a área da advogacia. “Eu sempre gostei de justiça. E futuramente eu pretendo defender principalmente os direitos dos deficientes”, afirmou.

Sandra Albuquerque é  mãe e chefe do escritório onde Lívia trabalha. “Às vezes eu penso: ela possui tantas limitações, mas mesmo assim consegue tanta coisa. Fico super feliz vendo ela se desenvolver. Tenho muito orgulho dela”, disse.

Fonte: G1/CE.

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