Supernova Cassiopeia A, cuja imagem foi captada pelo NuSTAR, fica a 11 mil anos-luz da Terra (Foto: NASA/JPL-Caltech/DSS)
O observatório espacial de raios X de mais alta energia já lançado começou a compartilhar sua visão única do cosmos.
Duas imagens feitas pelo NuSTAR, lançado em junho de 2012, foram
divulgadas por pesquisadores durante a reunião semestral da Sociedade
Astronômica Americana, na Califórnia.
Uma delas detalha os restos da supernova de Cassiopeia A, e a outra
mostra uma nova visão de dois buracos negros na galáxia espiral IC 342.
A missão NuSTAR tem como objetivo captar raios com energia mais alta do
que os telescópios espaciais Chandra, dos Estados Unidos, e o europeu
XMM-Newton, ambos lançados em 1999.
A equipe de pesquisadores do NuSTAR, liderados pela astrônoma Fiona
Harrison, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, divulgou as imagens
como uma demonstração prévia da capacidade do observatório.
"Essas imagens têm uma combinação de nitidez e sensibilidade que é de
várias ordens de magnitude melhor do que jamais foi conseguido nessa
região do espectro eletromagnético", afirmou Harrison.
Imagens
de buracos negros na galáxia espiral IC 342 são mais vivas que de
outros telescópios com tamanhos semelhantes (Foto: NASA/JPL-Caltech/DSS)
Segundo ela, os pesquisadores ainda estão se acostumando com a
arquitetura própria do telescópio, que tem seus equipamentos óticos de
raios X em um braço flexível a cerca de 10 metros do detector. O
observatório tem uma órbita de 90 minutos ao redor da Terra.
"Estamos aprendendo como apontá-lo, e estamos lidando com o fato de
que, conforme contornamos a Terra, entramos e saímos da sombra", afirma.
"O braço se move e temos um sistema de metrologia complicado que remonta todas as imagens para formar as imagens nítidas", diz.
A imagem da Cassiopeia A, localizada a 11 mil anos-luz de distância da
Terra, mostra um anel de raios X de alta energia em torno dos dados
existentes em comprimentos de onda visíveis ao olho humano, e dos raios X
de baixa energia captados pelo Chandra.
A outra imagem, dos dois buracos negros inicialmente detectados pelo
Chandra, são extraordinariamente vivos em raios X de alta energia
captados pelo NuSTAR.
Eles aparecem muito mais claramente do que buracos negros de tamanhos
semelhantes - provendo o primeiro dos muitos mistérios que a equipe do
NuSTAR espera resolver.
Fonte: G1.
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