Os usuários que procuram a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Autran Nunes, em Fortaleza,
têm reclamado da demora no atendimento. Em alguns casos, os usuários
afirmam que nem mesmo são atendidos. “Estou saindo sem ser medicado.
Estou indo pra casa e vou receber falta da empresa”, disse o zelador
José Roberto Alves, que chegou cedo para tentar o atendimento na
unidade.
Situação semelhante a da aposentada Maria do Carmo que, com febre, dor
de cabeça e tontura procurou a UPA porque não conseguiu atendimento no
Bairro onde morava. Mas apesar da espera, não tinha certeza se seria
atendida. “Eu vim do Bairro Presidente Kenedy porque lá não tem médico.
Eu pensei que aqui eu seria atendida, mas é a mesma coisa. “, disse a
aposentada que recebeu a pulseira verde.
De acordo com a coordenadora de enfermagem da UPA, Adriana Bessa,
pulseiras são distribuídas entre os pacientes da unidade conforme a
gravidade de cada caso. As azuis e verdes são casos menos graves, que
podem ser atendidos em postos de saúde e, por este motivo, correm o
risco de não serem recebidos. Já as pulseiras vermelhas, laranjas e
amarelas, segundo Adriana, são “100% atendidas”.
A coordenação da UPA afirma ainda que o dia de maior movimento é a
segunda-feira. Às segundas-feiras, o atendimento é de 500 pessoas e nos
demais dias, de 200 a 300 atendimentos e a maioria são casos graves, do
fim de semana. A Secretaria de Saúde do Ceará
orienta aos pacientes de casos menos graves a procurarem primeiro os
postos de saúdes. A secretaria reforça que o atendimento na UPA é feito
por classificação de risco. Se não for um caso grave, é normal que o
paciente espere até quatro horas pelo atendimento.
Fonte: G1/CE
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