A prefeitura de Fortaleza
vai exonerar até quinta-feira (10) mais de 3.200 servidores
comissionados, de acordo com o secretário do Instituto de Planejamento
de Fortaleza, Eudoro Santana. Segundo o secretário, o prefeito Roberto
Claudio autorizou a exoneração dos servidores, que começam a ser
notificados nesta terça-feira (8).
“Está sendo providenciado. Já foi autorizado pela Administração e até
quinta-feira será concluído o processo de exoneração”, diz. Os
servidores exonerados foram nomeados pela ex-prefeita de Fortaleza
Luizianne Lins, na gestão anterior à atual, de Roberto Claudio.
Segundo o secretário, a equipe de transição da ex-prefeita Luizianne
Lins havia informado que a prefeitura mantinha 3.120 servidores
comissionados. Eudoro Santana, no entanto, diz que são mais 3.200, mas o
número exato ainda não foi confirmado. Os funcionários que trabalharam
pelo menos um dia neste ano recebem o salário integral referente ao mês
de janeiro já que, por lei, salário de servidores é indivisível.
Para preencher os cargos, o prefeito Roberto Claudio deve nomear novos
servidores, mas ainda não há data para que os 3.200 cargos sejam
preenchidos novamente. De acordo com Eudoro Santana, os servidores
exonerados poderão voltar a assumir cargos na prefeitura, mas não no
mesmo posto anterior.
Eudoro Santana lembra que, por lei, a exoneração deveria ter sido feita
ainda na gestão anterior. Apenas os titulares de secretarias haviam
sido exonerados. Segundo o vereador Ronivaldo Maia (PT), ex-líder da
prefeita na Câmara, a antiga gestão consultou a equipe de transição de
Roberto Cláudio e não obteve resposta.
"A prefeita Luizianne consultou o coordenador Alfredo Pessoa.
Formalizou essa consulta e não teve retorno. A gente entendeu, portanto,
que exoneraríamos os secretários. Isso para nós é o primeiro escalão. E
segundo escalão, para nós, são cargos importantes em equipamentos,
postos de saúde, hospital, algumas instituições que para o bem da cidade
nós achamos temerário exonerar todos e deixar a cidade um dia, dois,
uma semana que fosse, sem um gestor'', disse Maia.
Fonte: G1 / CE
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