Preço do tomate caiu 15,49% em agosto, segundo
o Dieese
o Dieese
No mês de agosto, o conjunto dos 12 produtos que compõem a cesta básica
de Fortaleza registrou deflação de 2,96% e ficou em R$ 278,68. A queda
no valor da cesta básica da capital cearense foi influenciada,
principalmente, pela diminuição dos preços do tomate (-15,49%), do óleo
(-3,96%), da farinha (-2,65%) e da banana (-2,43%). A pesquisa foi
divulgada nesta quinta-feira (4), pelo Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
De acordo com a pesquisa, as maiores quedas foram registradas em Manaus
(-7,69%), Aracaju (-3,84%), Fortaleza (-2,96%) e Natal (-2,35%). O
menor recuo foi observado em Vitória (-0,48%). Florianópolis foi a
cidade onde se apurou o maior valor para a cesta básica (R$ 340,62). A
segunda maior cesta foi observada em São Paulo (R$ 337,80), seguida por
Vitória (R$ 329,13). Os menores valores médios da cesta foram
verificados em Aracaju (R$ 230,52), Salvador (R$ 266,34) e João Pessoa
(R$ 268,87).
Considerando o valor e, tomando como base o salário mínimo vigente no
país de R$ 724,00 pode-se dizer que o trabalhador teve que desprender 84
horas e 41 minutos de sua jornada de trabalho mensal para essa
finalidade. O gasto com alimentação de uma família padrão, formada por
dois adultos e duas crianças, foi de R$ 836,04. A queda no preço da
cesta básica fez com que um trabalhador, para adquirir os produtos,
segundo as quantidades definidas para a composição da cesta, tivesse que
desembolsar R$ 278,68.
Segundo o Dieese, as variações semestral e anual da cesta básica, em
Fortaleza, foram de 3,29% e 5,41%, respectivamente. Isto significa que a
alimentação básica no mês de agosto de 2014 (R$ 278,68) ficou mais cara
do que em fevereiro de 2013 (R$ 269,81) e mais cara que em agosto de
2013 (R$ 264,38).
No semestre, dos produtos que compõem a cesta básica, os que sofreram
maior elevação nos preços, foram o tomate (13,92%), o café (8,91%), e o
arroz (5,06%). Os principais produtos que sofreram reduções no período
analisado foram a farinha (-22,43 %), o feijão (-1,28%) e o leite
(-0,71%). Na série de 12 meses, dos produtos que sofreram maior elevação
nos preços, foram o tomate (55,17%), o pão (12,78%) e a carne (11,11%).
Já os que sofreram reduções em um ano foram o feijão (-37,79%), a
farinha (-28,47%) e a banana (-10,34%).
Salário mínimo
Com base no custo apurado para a cesta mais cara, a de Florianópolis, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima que em agosto o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 2.861,55, ou seja, 3,95 vezes o mínimo em vigor, de R$ 724,00.
Fonte: G1/CE
Nenhum comentário:
Postar um comentário