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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Preço da cesta básica em Fortaleza tem queda de 2,96% em agosto

Tomates são mais resistentes a vírus e altas temperaturas (Foto: Cristina Lemos / Arquivo pessoal) 
Preço do tomate caiu 15,49% em agosto, segundo
o Dieese

No mês de agosto, o conjunto dos 12 produtos que compõem a cesta básica de Fortaleza registrou deflação de 2,96% e ficou em R$ 278,68. A queda no valor da cesta básica da capital cearense foi influenciada, principalmente, pela diminuição dos preços do tomate (-15,49%), do óleo (-3,96%), da farinha (-2,65%) e da banana (-2,43%). A pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira (4), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

De acordo com a pesquisa, as maiores quedas foram registradas em Manaus (-7,69%), Aracaju (-3,84%), Fortaleza (-2,96%) e Natal (-2,35%). O menor recuo foi observado em Vitória (-0,48%). Florianópolis foi a cidade onde se apurou o maior valor para a cesta básica (R$ 340,62). A segunda maior cesta foi observada em São Paulo (R$ 337,80), seguida por Vitória (R$ 329,13). Os menores valores médios da cesta foram verificados em Aracaju (R$ 230,52), Salvador (R$ 266,34) e João Pessoa (R$ 268,87).

Considerando o valor e, tomando como base o salário mínimo vigente no país de R$ 724,00 pode-se dizer que o trabalhador teve que desprender 84 horas e 41 minutos de sua jornada de trabalho mensal para essa finalidade. O gasto com alimentação de uma família padrão, formada por dois adultos e duas crianças, foi de R$ 836,04. A queda no preço da cesta básica fez com que um trabalhador, para adquirir os produtos, segundo as quantidades definidas para a composição da cesta, tivesse que desembolsar R$ 278,68.

Segundo o Dieese, as  variações semestral e anual da cesta básica, em Fortaleza, foram de 3,29% e 5,41%, respectivamente. Isto significa que a alimentação básica no mês de agosto de 2014 (R$ 278,68) ficou mais cara do que em fevereiro de 2013 (R$ 269,81) e mais cara que em agosto de 2013 (R$ 264,38).

No semestre, dos produtos que compõem a cesta básica, os que sofreram maior elevação nos preços, foram o tomate (13,92%), o café (8,91%), e o arroz (5,06%). Os principais produtos que sofreram reduções no período analisado foram a farinha (-22,43 %), o feijão (-1,28%) e o leite (-0,71%). Na série de 12 meses, dos produtos que sofreram maior elevação nos preços, foram o tomate (55,17%), o pão (12,78%) e a carne (11,11%). Já os que sofreram reduções em um ano foram o feijão (-37,79%), a farinha (-28,47%) e a banana (-10,34%).

Salário mínimo

Com base no custo apurado para a cesta mais cara, a de Florianópolis, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima que em agosto o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 2.861,55, ou seja, 3,95 vezes o mínimo em vigor, de R$ 724,00.

Fonte: G1/CE

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