No segundo mês do ano, foram vendidos para o exterior apenas US$ 90,7 milhões de produtos cearenses
Depois de terem registrado uma queda de 9,8% em janeiro, na comparação com igual mês do ano passado, as exportações caíram ainda mais em fevereiro, registrando um recuo de 11,85% em relação a fevereiro de 2012. No segundo mês deste ano, foram vendidos apenas US$ 90,7 milhões de produtos cearenses para o exterior, contra US$ 102,9 milhões em fevereiro do ano passado, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).
Para o superintendente do Centro Internacional de Negócios (CIN), Eduardo Bezerra, o resultado das exportações cearenses preocupa, pois as vendas para o exterior abaixo de US$ podem implicar em prejuízos para as empresas e também em desemprego. "Quando as empresas conseguem exportar acima de US$ 100 milhões, significa que elas estão mantendo a mão de obra empregada e que não têm nenhum problema. Mas, quando é abaixo disso, podem ocorrer duas coisas. A primeira é a formação de estoque não vendido, ou seja, as empresas produziram, mas não conseguiram vender. E a segunda é, não tendo havido demanda prévia, a empresa nem sequer fabricou o produto", avalia. " Esta segunda situação é menos onerosa para a empresa, mas pode implicar na redução da mão de obra", completa Eduardo Bezerra.
Em movimento contrário ao das exportações, as importações, que haviam caído 19,6% em janeiro deste ano, apresentaram forte recuperação em fevereiro, com uma expansão de 103% sobre igual mês do ano passado. O Ceará comprou, em fevereiro deste ano, US$ 310,2 milhões em produtos oriundos do exterior, contra US$ 152,8 milhões adquiridos em igual mês de 2012.
Saldo negativo
Com isso, o saldo da balança comercial do Estado (exportações menos importações), ficou negativo em US$ 219,4 milhões, valor bastante acima no anotado em igual período de 2012, quando o saldo negativo foi de apenas US$ 49,9 milhões. O resultado alcançado em fevereiro deste ano foi o terceiro maior saldo negativo dos últimos 12 meses, atrás apenas do registrado em outubro (-US$ 281,3 milhões) e em novembro (-US$ 307,3 milhões) do ano passado.
Conforme o Mdic, a balança comercial do Ceará vem registrando sucessivos resultados negativos. O último saldo positivo anotado no Estado ocorreu em fevereiro de 2010, quando a balança comercial apresentou superávit de US$ 2,9 milhões, resultado de exportações no valor de US$ 99,1 milhões e importações de US$ 96,1 milhões.
Sem preocupação
Conforme Eduardo Bezerra, o resultado das importações não traz preocupações e, por pelo menos oito anos, o saldo da balança comercial do Estado deve ficar negativo em função da aquisição no exterior de itens necessários para a construção de empreendimentos estruturantes no Ceará, como a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) e a refinaria Premium II.
"Durante oito anos, o Ceará ficará negativo nas relações exteriores porque a construção da CSP importa uma quantidade incrível de produtos. O saldo negativo na balança comercial não preocupa, pois são produtos que estão sendo colocados dentro de um processo produtivo que vai trazer benefícios para o Estado. Depois da siderúrgica, virá a refinaria", completa o superintendente do CIN.
DHÁFINE MAZZA
REPÓRTER

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