Clínicas e hospitais da rede pública de saúde do DF estão sem reagente
para exames de toxoplasmose. Sem a substância, os pacientes que precisam
fazer a avaliação têm de recorrer a laboratórios particulares ou estão
atrasando tratamentos médicos.
A Secretaria da Saúde do DF infomou que o pregão para aquisição do
reagente para exame de toxoplasmose está na fase final. A previsão é que
nos próximos dias o estoque do produto seja regularizado.
A doméstica Catiana Maria Sousa, moradora do Guará, precisa fazer o
exame a cada seis meses, devido a um tratamento para engravidar. Sem o
resultado em mãos, ela não consegue dar continuidade ao acompanhamento
médico.
"Tenho uma consulta marcada para o próximo dia 25, mas não posso ir sem
o exame. Passei no Hospital de Base, no Hran, no Hemocentro. Em todos
os lugares eles dizem que não podem fazer o exame porque não tem o
reagente para toxoplasmose e para doença de Chagas. Meu marido também
precisa fazer exames. O de espermocultura não estão fazendo há mais de
um ano", afirma Catiana.
A doméstica diz que já fez o exame três vezes. Na última oportunidade ela recorreu ao serviço em um laboratório particular. O valor de cada procedimento é R$ 300. "Eu e meu marido não temos condições de fazer o exame na rede privada, e nós dois precisamos fazer", diz.
A doméstica diz que já fez o exame três vezes. Na última oportunidade ela recorreu ao serviço em um laboratório particular. O valor de cada procedimento é R$ 300. "Eu e meu marido não temos condições de fazer o exame na rede privada, e nós dois precisamos fazer", diz.
Catiana afirmou que procurou a Secretaria de Saúde do DF na
segunda-feira (4). "Eles disseram que vão responder em 30 dias, mas não
falaram quando vou fazer o exame."
A paciente também se queixa de que falta o reagente para avaliar a
presença de vírus como o HTLV 1 e HTLV 2. O exame também é necessário
para acompanhamento de gravidez porque as doenças podem ser transmitidas
de mãe para filho pela amamentação.
Segundo a Secretaria de Saúde, reagentes para os exames de doença de
Chagas e espermocultura não estão em falta. O GDF informou que chegou a
implantar exames para diagnosticar HTLV 1 e HTLV 2 na rede pública, mas a
demanda não foi suficiente para manter o atendimento.
A secretaria informou que a paciente deve procurar a Gerência de Apoio e Diagnóstico (Gead), no período da manhã, para marcação dos exames.
A secretaria informou que a paciente deve procurar a Gerência de Apoio e Diagnóstico (Gead), no período da manhã, para marcação dos exames.
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