Papiros datam da IV Dinastia egípcia e mostram relações de trabalho em
porto daquela que é uma das mais antigas nações do mundo Imagem: EFE
A rica história do Egito, hoje uma nação em turbulência, pode ganhar
novos capítulos. É que uma equipe de arqueólogos egípcios e franceses
descobriu ruínas de um porto antigo no litoral do Mar Vermelho e nele
os papiros mais antigos já encontrados.
O comunicado foi feito pelo Ministério de Estado para as
Antiguidades do Egito. O porto, que remonta à época do faraó Quéops, o
segundo rei da IV dinastia , fica na zona de Wadi al Gurf a 180
quilômetros ao sul da cidade de Suez. Nele, estão 40 papiros com
hieróglifos, que documentam a vida cotidiana dos egípcios, alguns
datados do ano 27 do reinado de Quéops.
Na nota, o ministro Mohammed Ibrahim, explicou que esses textos
incluem registros mensais com o número de trabalhadores no porto e
oferecem detalhes sobre suas vidas. Os documentos foram levados ao Museu
de Suez para que sejam estudados. O porto, aonde chegavam embarcações
com bronze e metais procedentes da Península do Sinai, tem um píer, onde
foram descobertas várias âncoras de pedra.
Além disso, há restos de quartos nas quais se alojavam os
trabalhadores do porto e 30 cavernas escavadas na rocha, junto a blocos
de pedra empregados para fechá-las com o nome de Quéops escrito em tinta
vermelha. Também foram encontradas cordas de embarcações e ferramentas
usadas para cortá-las.
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