O presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN),
considerou normal o despacho do ministro Antonio Dias Toffoli, do
Supremo Tribunal Federal (STF), nos mandados de segurança do PSDB e do
PPS, que pretendem sustar a tramitação da Proposta de Emenda à
Constituição (PEC) 33. A PEC visa a limitar os poderes do STF.
No despacho, o ministro Toffoli pede informações à Câmara sobre a PEC
33 e dá prazo de 72 horas para que a Casa preste os esclarecimentos
sobre a matéria. Para Henrique Alves, a solicitação é “meramente
burocrática”. “Ainda não chegou, mas se chegar é medida meramente
burocrática. O ministro poderia ter dado liminar, mas respeitosamente
preferiu ouvir a Casa. Daremos as informações”, disse o presidente da
Câmara.
Segundo a Secretaria-Geral da Mesa, a solicitação do ministro só
deverá chegar segunda-feira (29) e a Câmara terá até sexta-feira (3)
para prestar os esclarecimentos solicitados pelo ministro Toffoli. Isso,
porque o prazo de 72 só começa a ser contado no dia seguinte à chegada
da solicitação.
Aprovação
O despacho do ministro Toffoli foi concedido nos mandados de segurança apresentados ao STF pelo PSDB e pelo PPS, após a aprovação da admissibilidade da PEC pela Comissão de Constituição e Justiça na quarta-feira (24). Após o resultado da votação, Henrique Alves disse que não irá criar a comissão especial para analisar o mérito da PEC enquanto não houver uma definição clara de respeito e harmonia entre os Poderes no texto da matéria.
O líder do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP), que assinou um dos
mandados de segurança para suspender a tramitação da PEC, declarou que
ela afronta a autonomia da mais alta corte judicial do país. Segundo
ele, a PEC fere cláusula pétrea da Constituição, que estabelece a
separação dos Poderes. “A PEC é uma aberração. O Legislativo não pode
atropelar as atribuições do Judiciário. A separação dos Poderes é
cláusula pétrea intocável”, disse.
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