Natan Marreiro, comerciante e poeta de 73 anos é referência na cidade de
Canindé, distante a 126 km de Fortaleza. Filho de um dos maiores poetas
da região, o também comerciante e poeta Raimundo Marreiro, já falecido,
Marreiro mantém viva a arte do pai. E da melhor forma possível. Em seu
comércio, na Rua Joaquim Magalhães, 1.026, no Centro de Canindé tem todo
tipo de acessório. Desde ninho de João de Barro, chave de madeira e
chifre de boi a varas para pegar cobras.
Tradição
A Casa do Marreiro existe desde 1937 e foi fundada pelo pai de Natan. Os itens variados e incomuns fizeram do local um "point" para artistas de todo o interior cearense. Nas horas vagas, Natan Marreiro pega papel e lápis e começa a escrever poesias que servem de inspiração para repentistas e cordelistas. Sobre o talento, Natan Marreto é modesto e, se titula de apenas "poeta maduro". "Em comparação aos outros artistas, eu me considero, só um simples poeta. Um poeta amadurecido", diz.
Admiradores
O cordelista Pedro Paulo Paulino é fã de Natan Marreto. Para ele, é o principal poeta do Estado. "O Natan para nós cordelistas é exemplo. Referência para todo mundo. Todos os dias aparecemos aqui para ouvir suas poesias", conta.
A genialidade dele ão se limita as letras. Natan Marreto é apreciador
da dança. Foi assim que ele conquistou a atual mulher, 48 anos mais nova
do que ele. "Ele dança muito bem. É bom também na dança", afirmou a
mulher.
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