Terminou sem acordo nesta terça-feira (30), a audiência de conciliação,
no 3º Juizado Especial Cível e Criminal (JECC) de Fortaleza, entre o
ex-deputado Ciro Ferreira Gomes e representantes da Associação dos
Profissionais de Segurança Pública do Ceará. O ex-parlamentar é acusado
de difamação e injúria, por ter chamado policiais e bombeiros grevistas
de “marginais fardados”, durante a greve da Polícia Militar, no início
deste ano.
Na audiência, conduzida pelo promotor de Justiça Antônio Edvando Elias
de França, foi proposto que Ciro Gomes se retratasse ou pagasse multa de
cinco salários mínimos a cada um dos 30 militares que entraram com a
ação. O ex-deputado não aceitou o acordo. O processo será encaminhado à
titular do 3º JECC, juíza Maria Cristiane Costa Nogueira, que dará
início à fase de instrução.
A greve dos bombeiros e policiais militares foi deflagrada em 29 de
dezembro de 2011 e chegou ao fim no dia 4 de janeiro deste ano, após
acordo com o Governo do Estado. A categoria reivindicava incorporação de
gratificação e redução na jornada de trabalho.
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