O bilionário francês Bernard Arnault, proprietário do grupo de luxo
Moët Hennessy Louis Vuitton (LVMH), de marcas como Louis Vuitton,
Bulgari e Moët et Chandon e de uma das maiores fortunas do mundo, está
sendo investigado pelo Ministério Público de Bruxelas.
Foto: Reuters
Ele é suspeito de ter estabelecido empresas no país apenas como
fachada para pagar menos impostos na Bélgica do que na França, segundo a
imprensa local. O caso representa uma reviravolta: em setembro, o
empresário anunciou que pediria a nacionalidade belga, abandonando seu
país de origem. As revelações foram feitas pela agência de notícias
Belga e pelo diário L'Écho. De acordo com informações obtidas pelos dois
veículos, as atividades empresariais de Arnault estariam sob
investigação há pelo menos dois meses.
O objetivo dos promotores é verificar suspeitas de que o bilionário
usaria o país para estabelecer empresas sem real atividade econômica no
local - o que em francês é chamado de "sociedades de caixa de correio". A
prática é usada para beneficiar empresas com a cobrança de impostos
mais baixos em relação aos de seu país-sede, no caso a França.
Segundo L'Écho, empresas de Arnault, como Le Peingé e Pilinvest, com
sede em um prédio situado na Avenue Frans Courtens, 131, em Bruxelas,
somariam R$ 7 bilhões em capital. Mas nenhum escritório empresarial de
marcas de luxo funciona no imóvel, que por ironia tinha a caixa de
correio abarrotada.
Fonte: Diário do Nordeste.
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