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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Conceito da carteira digital está chegando ao Brasil

 

Você já imaginou transformar seu aparelho celular em uma carteira eletrônica? Pois a novidade está chegando ao Brasil. Dá para pagar de celular para celular. Sem se preocupar em carregar o "quase velho cartão de crédito".

Nos Estados Unidos são pelo menos 400 mil lugares que aceitam esse sistema de pagamento. A empresa de pagamentos pela internet, a Paypal, tem 117 milhões de usuários em todo mundo, está investindo nessa nova tecnologia.

“A carteira digital ela é um conceito que a gente está transformando em realidade. Hoje como você vai ao mundo físico, você precisa de uma carteira física e um cartão de crédito. A gente acredita que, no futuro, você vai precisar de um celular e de uma senha”, fala o diretor-geral da Paypal- AL, Mario Mello.

O fotógrafo brasileiro Rodrigo Barbosa, que mora em Nova York, frequentemente deixa a carteira em casa de propósito. Na hora de pagar o táxi, ele simplesmente encosta o celular na máquina usada para passar o cartão e pronto, está pago. “Às vezes não me lembro onde deixei o cartão de crédito”.

O taxista Cândido Franco, que também é brasileiro, gosta da novidade. “A diferença é na rapidez. Você escuta o barulho e sabe que está creditado. É bem mais rápido”.

O pagamento é simples e rápido. Parece mágica, mas não é. É um sistema do Google, chamado Google Wallet, ou carteira Google. “Utilizo em 60% dos locais onde uso cartão de crédito”.

No Brasil, a tecnologia do dinheiro móvel está no começo. A tecnologia que permite a troca de informações entre celulares é a NFC, sigla para Near Field Communication.

A comunicação acontece por radiofrequência, mas como o próprio nome diz, o campo de alcance é muito pequeno. É por isso que os aparelhos precisam estar praticamente colados para que os dados passem de um para o outro.

Os fabricantes garantem: mesmo que haja alguém mal-intencionado por perto, vai ser difícil roubar as informações.

“É uma frequência baixa, uma troca pequena e bastante rápida, então a troca acontece em questão de centésimos de segundos, então é realmente difícil que alguém chegue perto e consiga ao mesmo tempo, pegar os mesmos dados, então todo esse mecanismo de troca de dados é muito rápido, muito fácil e também é bastante seguro”, garante o gerente de desenvolvimento da Nokia, Daniel Rocha.

Tudo isso só funciona se os celulares tiverem um chip NFC, que é o hardware. O cliente cadastra os cartões de crédito em um site, mas os dados não ficam armazenados no celular e o aplicativo pede uma senha na hora de cada operação.

Algumas empresas arriscam outras formas de pagar. Uma das alternativas é uma peça, que é inserida ao telefone e permite ler o cartão e efetuar o pagamento. Além da peça é necessário também ter um aplicativo no celular, que foi desenvolvido pela equipe do co-fundador da GoPay, Marcos Schulz. “Cobramos uma taxa, sem mensalidade, não tem recorrência e nem anuidade”.

Fonte: G1.

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