Você já imaginou transformar seu aparelho celular em uma carteira
eletrônica? Pois a novidade está chegando ao Brasil. Dá para pagar de
celular para celular. Sem se preocupar em carregar o "quase velho cartão
de crédito".
Nos Estados Unidos são pelo menos 400 mil lugares que aceitam esse sistema de pagamento. A empresa de pagamentos pela internet, a Paypal, tem 117 milhões de usuários em todo mundo, está investindo nessa nova tecnologia.
Nos Estados Unidos são pelo menos 400 mil lugares que aceitam esse sistema de pagamento. A empresa de pagamentos pela internet, a Paypal, tem 117 milhões de usuários em todo mundo, está investindo nessa nova tecnologia.
“A carteira digital ela é um conceito que a gente está transformando em
realidade. Hoje como você vai ao mundo físico, você precisa de uma
carteira física e um cartão de crédito. A gente acredita que, no futuro,
você vai precisar de um celular e de uma senha”, fala o diretor-geral
da Paypal- AL, Mario Mello.
O fotógrafo brasileiro Rodrigo Barbosa, que mora em Nova York,
frequentemente deixa a carteira em casa de propósito. Na hora de pagar o
táxi, ele simplesmente encosta o celular na máquina usada para passar o
cartão e pronto, está pago. “Às vezes não me lembro onde deixei o
cartão de crédito”.
O taxista Cândido Franco, que também é brasileiro, gosta da novidade.
“A diferença é na rapidez. Você escuta o barulho e sabe que está
creditado. É bem mais rápido”.
O pagamento é simples e rápido. Parece mágica, mas não é. É um sistema
do Google, chamado Google Wallet, ou carteira Google. “Utilizo em 60%
dos locais onde uso cartão de crédito”.
No Brasil, a tecnologia do dinheiro móvel está no começo. A tecnologia
que permite a troca de informações entre celulares é a NFC, sigla para
Near Field Communication.
A comunicação acontece por radiofrequência, mas como o próprio nome
diz, o campo de alcance é muito pequeno. É por isso que os aparelhos
precisam estar praticamente colados para que os dados passem de um para o
outro.
Os fabricantes garantem: mesmo que haja alguém mal-intencionado por perto, vai ser difícil roubar as informações.
“É uma frequência baixa, uma troca pequena e bastante rápida, então a
troca acontece em questão de centésimos de segundos, então é realmente
difícil que alguém chegue perto e consiga ao mesmo tempo, pegar os
mesmos dados, então todo esse mecanismo de troca de dados é muito
rápido, muito fácil e também é bastante seguro”, garante o gerente de
desenvolvimento da Nokia, Daniel Rocha.
Tudo isso só funciona se os celulares tiverem um chip NFC, que é o
hardware. O cliente cadastra os cartões de crédito em um site, mas os
dados não ficam armazenados no celular e o aplicativo pede uma senha na
hora de cada operação.
Algumas empresas arriscam outras formas de pagar. Uma das alternativas é
uma peça, que é inserida ao telefone e permite ler o cartão e efetuar o
pagamento. Além da peça é necessário também ter um aplicativo no
celular, que foi desenvolvido pela equipe do co-fundador da GoPay,
Marcos Schulz. “Cobramos uma taxa, sem mensalidade, não tem recorrência e
nem anuidade”.
Fonte: G1.
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