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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Foco nos profissionais básicos

 
Profissionais das áreas técnicas são os mais solicitados 
 
O salto vivido pela economia brasileira na última década pegou muitas empresas e investidores de surpresa. Recursos, conhecimentos técnicos e mercado existem, mas ainda falta força de trabalho básica, aquela que atua, de uma forma geral, no “chão de fábrica”.

Segundo pesquisa levantada pela consultoria ManpowerGroup, 71% das empresas entrevistadas no País encontram dificuldades para preencher seus postos de trabalho.

No ranking, as maiores demandas com falta de pessoal são para técnicos, trabalhadores manuais, engenheiros, motoristas, operadores de linha produção, profissionais de finanças e vendas, profissionais de TI, operários e mecânicos.

No Ceará não é diferente. De acordo com Antenor Tenório, coordenador do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (Sine-IDT), “as empresas encontram problemas para contratar sozinhas, o que as leva a utilizarem outros recursos para recrutar seus profissionais”.

Segundo ele, mesmo com mercado de trabalho menos dinâmico que 2011 e 2010, “empresas que não solicitavam nossos serviços, passaram a solicitar. Alguns clientes antigos, voltaram. E também tem outros meios, como jornais, cartazes, consultorias”.

No Sine-IDT, os problemas na hora da seleção dos candidatos giram em torno de três fatores, segundo Tenório. “Primeiro, por conta de deficiência ou falta de qualificação profissional, falta de experiência e o baixo nível de escolaridade” enumera.

Na indústria, as dificuldades se assemelham, conforme o gerente de unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Raimundo Façanha. “O trabalho na indústria requer saber fazer cálculo, ler e escrever, pois eles vão receber ordens por escrito e projetos para executar. Mas o nível da educação ainda é muito atrasado”, explica.

A fábrica da grife cearense Cholet tem parceira com o Sine-IDT para contratar seus colaboradores. De acordo com a gerente de departamento pessoal, Sílvia Pinheiro, eles precisam de pessoas com experiência e acabam encontrando dificuldades na hora de contratar pilotistas, costureiras que produzem e ajustam as peças pilotos, e também profissionais da área de qualidade. “Se for para começar, sem experiência alguma, ficam como aprendizes por nove meses. A depender da desenvoltura da profissional, ela é contratada. O treinamento acontece na própria empresa, acompanhando a rotina e os processos da produção”.
 
Soluções

Para solucionar as carências, mais empresas passam a firmar parcerias com entidades educacionais e formativas, como o Senai, bem como o governo vem fomentando programas de capacitação, a exemplo do Programa Nacional de acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Eles oferecem diversas capacitações, presenciais e à distância, em sintonia com as demandas do mercado.

Além disso, todo o mercado está de olhos nas perspectivas para o próximo ano. Segundo Tenório, “o ano de 2012 ainda não teve tanto avanço em investimentos públicos, mas há uma perspectiva muito grande para 2013. Quando o governo assina protocolo para a construção da Cidade Jardins, por exemplo, ele dá uma oxigenada no mercado da construção civil. Temos também as obras de mobilidade e ainda os investimentos no Complexo Portuário do Pecém, com a siderúrgica e futura laminadora”. 

Fonte: O Povo Online.
 

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