Profissionais das áreas técnicas são os mais solicitados
O salto vivido pela economia brasileira na última década pegou muitas
empresas e investidores de surpresa. Recursos, conhecimentos técnicos e
mercado existem, mas ainda falta força de trabalho básica, aquela que
atua, de uma forma geral, no “chão de fábrica”.
Segundo
pesquisa levantada pela consultoria ManpowerGroup, 71% das empresas
entrevistadas no País encontram dificuldades para preencher seus postos
de trabalho.
No ranking, as maiores demandas com falta de
pessoal são para técnicos, trabalhadores manuais, engenheiros,
motoristas, operadores de linha produção, profissionais de finanças e
vendas, profissionais de TI, operários e mecânicos.
No Ceará
não é diferente. De acordo com Antenor Tenório, coordenador do Instituto
de Desenvolvimento do Trabalho (Sine-IDT), “as empresas encontram
problemas para contratar sozinhas, o que as leva a utilizarem outros
recursos para recrutar seus profissionais”.
Segundo ele,
mesmo com mercado de trabalho menos dinâmico que 2011 e 2010, “empresas
que não solicitavam nossos serviços, passaram a solicitar. Alguns
clientes antigos, voltaram. E também tem outros meios, como jornais,
cartazes, consultorias”.
No Sine-IDT, os problemas na hora da
seleção dos candidatos giram em torno de três fatores, segundo Tenório.
“Primeiro, por conta de deficiência ou falta de qualificação
profissional, falta de experiência e o baixo nível de escolaridade”
enumera.
Na indústria, as dificuldades se assemelham,
conforme o gerente de unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem
Industrial (Senai), Raimundo Façanha. “O trabalho na indústria requer
saber fazer cálculo, ler e escrever, pois eles vão receber ordens por
escrito e projetos para executar. Mas o nível da educação ainda é muito
atrasado”, explica.
A fábrica da grife cearense Cholet tem
parceira com o Sine-IDT para contratar seus colaboradores. De acordo com
a gerente de departamento pessoal, Sílvia Pinheiro, eles precisam de
pessoas com experiência e acabam encontrando dificuldades na hora de
contratar pilotistas, costureiras que produzem e ajustam as peças
pilotos, e também profissionais da área de qualidade. “Se for para
começar, sem experiência alguma, ficam como aprendizes por nove meses. A
depender da desenvoltura da profissional, ela é contratada. O
treinamento acontece na própria empresa, acompanhando a rotina e os
processos da produção”.
Soluções
Para
solucionar as carências, mais empresas passam a firmar parcerias com
entidades educacionais e formativas, como o Senai, bem como o governo
vem fomentando programas de capacitação, a exemplo do Programa Nacional
de acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Eles oferecem diversas
capacitações, presenciais e à distância, em sintonia com as demandas do
mercado.
Além disso, todo o mercado está de olhos nas
perspectivas para o próximo ano. Segundo Tenório, “o ano de 2012 ainda
não teve tanto avanço em investimentos públicos, mas há uma perspectiva
muito grande para 2013. Quando o governo assina protocolo para a
construção da Cidade Jardins, por exemplo, ele dá uma oxigenada no
mercado da construção civil. Temos também as obras de mobilidade e ainda
os investimentos no Complexo Portuário do Pecém, com a siderúrgica e
futura laminadora”.
Fonte: O Povo Online.
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