A partir de janeiro, o Ministério da Saúde quer concentrar informações
sobre casos de pessoas diagnosticadas com o vírus HIV, causador da Aids,
para expandir os trabalhos de prevenção e tratamento de brasileiros.
Segundo o governo federal, atualmente existem no país entre 490 mil e 530 mil pessoas que contraíram o HIV, sendo que 135 mil ainda não sabem que são soropositivas.
Segundo o governo federal, atualmente existem no país entre 490 mil e 530 mil pessoas que contraíram o HIV, sendo que 135 mil ainda não sabem que são soropositivas.
A notificação compulsória será feita por meio dos serviços de saúde,
públicos ou privados. O sistema deve seguir o modelo já usado para
computar casos de dengue, hanseníase e outras doenças.
Exame rápido detecta o vírus HIV com uma única gota de sangue
(Foto: Reprodução EPTV/Devanir Gino)
Hospitais e Unidades Básicas de Saúde (UBSs) repassarão a quantidade de
casos detectados para as prefeituras, que devem informar os estados e,
posteriormente, comunicar o Ministério da Saúde. No entanto, segundo a
pasta, dados sobre os portadores serão mantidos em sigilo.
"Queremos trazer todas as pessoas para o tratamento. Isso vai auxiliar
no reforço do novo paradigma de prevenção, iniciado em agosto", disse o
médico Dirceu Greco, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites
Virais do ministério.
Segundo ele, no segundo semestre deste ano, o Brasil passou a tratar
com coquetéis antirretrovirais os portadores do vírus HIV que apresentam
taxas de linfócitos CD4 abaixo de 500 – os linfócitos CD4 são o
principal alvo do HIV, e seu número diminui com a evolução da doença.
Antes, recebia o tratamento apenas quem tinha nível de CD4 em 350 ou
abaixo.
"Se a pessoa começar a tratar antes que o nível de CD4 desça para menos
de 500, o infectado consegue ter uma qualidade de vida melhor para o
resto da vida", explica o especialista.
Campanha 'Fique sabendo' será estendida a
maternidades do país (Foto: Ministério da Saúde)
"Fique sabendo"
De acordo com Greco, o novo sistema deve começar a funcionar a partir de fevereiro, já que a portaria que determina a centralização de informações será publicada no fim de janeiro.
Outra iniciativa do ministério que pretende expandir os testes para
detectar soropositivos será a aplicação do "Fique sabendo" nas
maternidades – que poderá atingir anualmente 3 milhões de pacientes das
redes de saúde pública e privada.
O teste é feito com uma única gota de sangue, e o resultado sai em meia
hora, de forma sigilosa. Se der positivo, a pessoa recebe
aconselhamento médico. Com o diagnóstico em mãos, o indivíduo pode
procurar acompanhamento clínico e ter acesso a medicamentos
antirretrovirais, que ajudam a aumentar a qualidade e a expectativa de
vida do paciente.
"O ministério vai fazer um movimento para que seja facilitado o acesso à
sorologia do HIV. O momento ideal é detectar o vírus antes de qualquer
sintoma", explica o médico.
Entre 2005 e 2011, o número de exames rápidos feitos no país aumentou
de 528 mil para 2,3 milhões pelo "Fique sabendo". Só este ano, de
janeiro a setembro, foram distribuídas 2,1 milhões de unidades, e a
expectativa do governo é encerrar 2012 com uma remessa de 2,9 milhões de
testes para detectar o vírus da Aids.
Desde 2008, o exame é produzido no Brasil, pelo Instituto de Tecnologia
em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz), e pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).
Fonte: G1/ Bem Estar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário