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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Projeto social da Unifor ganha destaque em rede nacional

Neste ano, foram celebrados os 12 anos do projeto "Educação e Saúde na descoberta do aprender" durante solenidade no Campus da Universidade de Fortaleza. Hoje, cerca de 120 jovens e adultos são beneficiados. Foto: Alex Costa
 
O projeto social “Educação e Saúde na descoberta do aprender”, iniciativa da Universidade de Fortaleza (Unifor), em parceria com os Institutos do Rim e de Doenças Renais, e com o Centro Integrado de Diálise, foi destaque na edição do Jornal Nacional da última quarta-feira (26). A reportagem do jornalista Alessandro Torres, da TV Verdes Mares, abordou a importância da iniciativa que, desde 2001, beneficia centenas de pacientes que passam por hemodiálise.

As atividades do Projeto são focadas em dois objetivos: suprir a deficiência na formação escolar e amenizar, por meio de exercícios lúdicos, o sofrimento dos pacientes. Durante o processo, eles têm aulas de Português e Matemática, além de atividades artísticas ministradas por 20 alunos que estão entre o 3º e o 7º semestre dos cursos de Psicologia, Publicidade e Propaganda, Belas Artes, Jornalismo e Audiovisual e Novas Mídias da Unifor.

Aprendizado

As aulas são ministradas nas próprias clínicas de tratamento, durante o tempo em que os pacientes permanecem ligados à máquina de hemodiálise, ou seja, quatro horas, durante três vezes na semana. O projeto atende, atualmente, cerca de 120 pacientes, que compreendem jovens e adultos. Por meio do “Educação e Saúde na Descoberta do Aprender”, eles veem a clínica não só como um espaço de saúde, mas também de aprendizado e uma extensão da sala de aula.

As atividades lúdicas, que também são disponibilizadas aos pacientes, influenciam positivamente não somente a autoestima, mas funcionam, ainda, como agente na tentativa de melhorar a reação de cada um deles ao tratamento, tornando o processo menos doloroso.

Ao todo, já foram beneficiadas aproximadamente 400 pessoas. Na opinião da coordenadora do projeto, Hermínia Lima, a divulgação do trabalho é importante para que a sociedade veja que os pacientes são tratados com respeito e beneficiados de uma maneira única com esse trabalho. “É um exercício em que os dois lados aprendem e ganham: alunos e pacientes”, afirma.

O vice-reitor destaca, também, que a iniciativa “Educação e Saúde na Descoberta do Aprender” já recebeu diversos prêmios pela contribuição social que leva aos pacientes. O projeto é realizado por meio da Vice-Reitoria de Extensão da Universidade de Fortaleza e é viabilizado pela Fundação Edson Queiroz.

Formação cidadã

Para o vice-reitor da Unifor, Randal Pompeu, o projeto merece atenção, porque beneficia não apenas o paciente, mas o aluno que, ao ministrar aulas em clínicas, é formado como profissional e, principalmente, cidadão. “Ao entender a importância do seu papel social, o aluno também pode aprender, por meio do que ensina, com os pacientes que estão em tratamento”, afirma o vice-reitor.

Os acadêmicos que atuam no projeto passam por um treinamento constante. Antes de iniciar o processo pedagógico com os pacientes, eles recebem uma capacitação em questões de higiene hospitalar e diversos cuidados e comportamentos que devem ser adotados em um ambiente hospitalar, tudo para contribuir, ao máximo, com o bem-estar dos pacientes. Dessa maneira, na visão de Pompeu, todos saem ganhando. Ainda conforme relata o vice-reitor, são muitos os depoimentos dos pacientes a respeito dos resultados do projeto. “Eles se sentem mais acolhidos e vistos num momento tão complicado”, conta. O projeto surgiu da necessidade dos pacientes de não ficarem tão fora do ritmo da sala de aula, durante o tratamento, que demora de três a quatro horas e é feito em vários dias da semana.

“Como o processo não pode ser interrompido, muitos precisam perder aula. A partir dessa realidade, tivemos a iniciativa de pensar num projeto que atendesse a essa demanda”, explica. A princípio, a Unifor realizou um trabalho com crianças e adolescentes que se submetiam à hemodiálise, mas o projeto se estendeu e, atualmente, também beneficia adultos.

Fonte: Diário do Nordeste.

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