Estudo com coautores brasileiros publicado nesta quinta-feira (10) na
revista “Science” explica uma interação entre proteínas que permite que o
DNA de células do sistema imune seja reparado, evitando disfunções que
incluem o surgimento de linfoma, um tipo de câncer.
A líder da pesquisa é a italiana Michela Di Virgilio, da Universidade
Rockefeller, em Nova York, mas ela teve a colaboração dos brasileiros
Michel Nussenzweig e Thiago Oliveira, da mesma instituição, entre outros
pesquisadores.
Analisando células do sistema imune de camundongos, os cientistas
verificaram que uma proteína chamada ATM adiciona compostos fosfato (por
um processo denominado "fosforilação") a outras duas proteínas chamadas
Rif1 e 53BP1. Essas duas proteínas então interagem, e a 53BP1 faz o
reparo do DNA defeituoso, evitando que a célula eventualmente vire
cancerosa.
Células do sistema imune portadoras de defeitos nas proteínas 53BP1 e
Rif1 possuem maior acúmulo de quebras no DNA, o que aumenta a chance do
desenvolvimento de câncer.
Michel Nussenzweig recentemente publicou artigo na "Nature", do qual é autor principal, em que é demonstrado que a combinação de cinco anticorpos foi efetiva para reduzir a presença do vírus HIV abaixo de níveis detectáveis por períodos prolongados em camundongos.
Fonte: G1.
Nenhum comentário:
Postar um comentário