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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Confira quatro desordens no organismo que dificultam a perda de peso

estresse 
O estresse produz substâncias como cortisol, adrenalina e noradrenalina que influenciam 
no acúmulo de gordura corporal
Foto: Danilo Borges

Está seguindo a dieta à risca e não notou nenhum resultado positivo? Saiba que existem outros fatores que podem interferir no emagrecimento e afetar a sua saúde: “Algumas desordens no organismo podem influenciar no balanço energético e dificultar a perda de peso. Distúrbios hormonais, emoções descontroladas e doenças metabólicas são alguns dos fatores patológicos que comprometem a saúde feminina e não favorecem o emagrecimento”, esclarece a ginecologista e obstetra Dra. Denise Gomes (SP).

Abaixo, confira quatro males da saúde que podem contribuir para este quadro:

Hipotireoidismo

 

De acordo com a Dra. Márcia Queiroz, endocrinologista do Hospital São Camilo (SP), a glândula tireoide está localizada na parte anterior do pescoço e produz hormônios, como T3 e T4, que circulam no nosso organismo ligado ou não a proteínas do sangue. Os hormônios tireoidianos são responsáveis por várias funções relacionadas ao crescimento e desenvolvimento normal do organismo, e na regulação de algumas funções, como a produção de energia e a geração de calor. “Por isso, a alteração na produção e/ou na liberação desses hormônios pela glândula tireoide pode levar a alterações no metabolismo, que, por sua vez, pode influenciar no equilíbrio do peso corpóreo”, explica. De acordo com a médica, o hipotireoidismo pode estar associado a intolerância ao frio, alteração de colesterol e dificuldade em perder peso. A intensidade e gravidade dos sintomas estão diretamente relacionadas à perda da função tireoidiana. “Quando o hipotireoidismo é diagnosticado e tratado corretamente, os sintomas regridem e as funções metabólicas retornam ao normal”, tranquiliza

 

 Síndrome de ovários policísticos 

 

A Dra. Márcia explica que a síndrome de ovários policísticos (SOP) pode ser clinicamente suspeitada diante de manifestações características de excesso de hormônios masculinos, como aumento de pelos, acne, pele oleosa e queda de cabelo e ciclos menstruais irregulares. Outra característica importante da doença é o aumento de peso: “Embora não haja estudos controlados que determinem a incidência de obesidade  em mulheres  com SOP, estima-se que pelo menos 50% delas tenham sobrepeso ou obesidade; e o ganho de peso piora a condição da doença”. Segundo a endocrinologista, a deposição de gordura no abdômen é mais comum e esse tipo de obesidade tem maior risco de desenvolver diabetes tipo 2. “Atividade física e alimentação balanceada são dois valiosos aliados no tratamento da síndrome dos ovários policísticos, principalmente quando ela está ligada ao excesso de peso e à síndrome metabólica. A pílula anticoncepcional melhora os sintomas em curto prazo, pois bloqueia a produção hormonal dos ovários, reduz a oleosidade da pele, diminui e normaliza o ciclo menstrual”, orienta a Dra. Márcia. 

 

Uso de anticoncepcional 

 

“Em algumas mulheres, o uso de anticoncepcional pode predispor à retenção de líquido, o que garante à mulher um pouco de edema e consequentemente favorece o ganho de peso. E o responsável por esses quilinhos a mais é o hormônio estrógeno. Ele está presente em alguns medicamentos e pode levar à retenção de líquido e prejudicar sua eliminação. Além disso, há mulheres que notam inchaço após iniciar a pílula, e isso pode refletir na balança”, destaca a Dra. Denise Gomes. Para a profissional, a melhor maneira de driblar o problema é trocar a pílula: “O ideal é buscar outra que ofereça menos riscos à saúde e amenize os efeitos colaterais. As novas pílulas disponíveis no mercado possuem uma dosagem menor de estrógeno, sendo que algumas possuem até mesmo hormônio diurético e não causam retenção hídrica”, afirma. 

 

Estresse no dia a dia 

 

“O estresse regular altera o metabolismo, deixando-o mais lento – o que dificulta o gasto energético. O nervosismo induz a pessoa a abusar na hora de se alimentar, uma medida para satisfazer a tensão”, diz a Dra. Denise. Neste caso, o recomendado é controlar as emoções, pois o estresse produz substâncias como cortisol, adrenalina e noradrenalina que influenciam no acúmulo de gordura corporal. “Procure mudar o seu estilo de vida e evite sofrer com situações que podem desencadear esse mal. Investir em atividades físicas também é ótima alternativa, pois os exercícios estimulam a liberação de substâncias que melhoram o humor e o bem-estar”, aconselha a especialista. 


Fonte: UOL.

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