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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Tudo depende de uma boa bateria

Longe do PC e cada vez mais dependente de seu dispositivo móvel, usuário deve considerar importância da bateria

Sistema operacional, definição da tela, resolução da câmera, capacidade de armazenamento, processador, acesso à internet, 3G, 4G... Estes são alguns itens que os usuários levam em conta na hora de escolher um smartphone para ser o seu fiel companheiro no dia a dia. Nada mais justo do que privilegiar um dispositivo que reúna todas essas características, dentro da boa relação custo-benefício. No entanto, de nada adianta ter todos esses recursos no aparelho se a bateria não consegue dar conta de seu uso pelo tempo necessário.

"A bateria é um item muito importante a levar em conta na hora da escolha, principalmente para usuários que dependem do aparelho para negócios e não perder compromissos", comenta o funcionário público Valdecy Pedrosa. Para não ficar "à deriva" sem a carga da bateria de seu smartphone BlackBerry Bold 9700, Valdecy conta com nada menos do que quatro baterias (uma no aparelho e três de reserva), além de um carregador externo. "Ando sempre com uma bateria carregada de reserva e o carregador externo, que pode recarregar a bateria tanto via USB como na tomada ou no carro", diz o usuário.

Quando se fala em autonomia de bateria, os melhores aparelhos nem sempre são aqueles mais desejados e consagrados no mercado. O venerado iPhone 5, da Apple, por exemplo, perde nesse quesito para rivais bem menos badalados.

O Razr Maxx HD, da Motorola, é um dos destaques entre os smartphones com recursos avançados e que, mesmo assim, oferece um bom tempo longe do carregador. O aparelho, com sistema operacional Android, tem autonomia de 13 horas de exibição de vídeo, contra 10 horas do seu mais novo concorrente da Apple. Sua capacidade de carga de 3.300 miliamperes-hora (mAh), enquanto que o iPhone 5 tem capacidade de 1.440 mAh.

Numa posição intermediária, com capacidade de carga de 2.000 mAh, está o Lumia 920, top de linha da Nokia e um dos principais representantes dos aparelhos com sistema Windows Phone. Seu tempo de uso longe da tomada, tendo como parâmetro de comparação a execução de vídeo, chega a 6 horas.

Bom em espera

Com capacidade de carga semelhante (2.100 mAh) à do modelo da Nokia, o Galaxy S III, da Samsung, se destaca no modo "em espera", quando o dispositivo fica ligado à espera de chamadas ou à disposição do usuário. O aparelho consegue ficar ativo por 790 horas (32,9 dias), em rede 3G, ou por 590 horas (24,5 dias) em rede 2G.

O Lumia 920 tem carga suficiente para 400 horas (16,7 dias) nesse modo. Já o Razr Maxx tem autonomia de 372 horas (15,5 dias) em "stand-by". E em último lugar entre os principais representantes dos sistemas iOS, Android e Windows Phone, o iPhone 5 consegue ficar em espera por 225 horas (9,4 dias). Imbatível neste quesito, entretanto, é o não tão sofisticado aparelho Optimus Pro, da LG. Ele consegue ficar ligado à espera por até 852 horas (ou 35 dias).

Em tempo de conversação, o modelo da Motorola aguenta o blá-blá-blá por incríveis 32 horas, segundo o site GSM Arena. O Galaxy S III mantém a conversa por 21h40 numa rede 2G e por 10h15 na rede 3G. O Lumia 920 permite 17 horas de conversa (na rede 2G) e 9 horas (na rede 3G). O smartphone da Apple decepciona novamente em relação a seus rivais, com sua bateria suportando 8 horas de conversação.


Aplicativo ajuda a reduzir consumo

Os programas disponíveis para vários sistemas operacionais móveis criam perfis de configuração que ajustam o consumo da bateria de acordo com a necessidade

Os usuários de smartphones e tablets com o sistema operacional Android pode contar com a ajuda de um aplicativo gratuito que monitora o consumo da bateria e sugere mudanças na configuração para que a carga dure o máximo possível.

O "Deep Sleep Battery Saver" promete solucionar o problema da bateria constantemente fraca ao colocar o aparelho no chamado modo de "sono profundo". Para isso, o aplicativo identifica os recursos que mais consomem energia no dispositivo e desativa sua operação em determinados horários e por um determinado tempo.

O software traz perfis pré-definidos para sua atuação, que vão desde o modo "Gentle", que interfere menos no funcionamento total do aparelho, até o modo "Aggressive", que desativa mais funções do dispositivo. Assim, se o usuário está longe de casa e o aparelho já ameaça deixá-lo na mão, uma solução pode ser optar pelo modo "Aggressive".

Na versão paga (que custa R$ 2,68 na loja Google Play) há ainda a possibilidade de o usuário personalizar as configurações do aplicativo - definindo o que será desativado e os momentos nos quais o aplicativo passa a funcionar.

Para o iPhone e iPad, da Apple, os aplicativos que prometem resultado semelhante ao do "Deep Sleep Battery Saver" são o "Battery Doctor Pro" (US$ 0,99) e o "Battery Life Pro" (gratuito), ambos disponíveis na App Store.

Os usuários de aparelhos equipados com o sistema Windows Phone podem contar com aplicativos semelhantes. Entre eles, os com melhor avaliação são o "Battery Booster" (R$ 2,49) e o "Battery Saver" (R$ 1,99).

Ebenezer Fontenele 
Editor
 
Fonte: Diário do Nordeste.

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