10.jan.2013 - O observatório Herschel, da Agência Espacial Europeia
(ESA, na sigla em inglês), captou o asteroide Apophis durante a
aproximação com a Terra entre os dias 5 e 6 de janeiro - as imagens
coloridas distinguem os registros feitos em três comprimentos de ondas.
Os astrônomos estão acompanhando a sua trajetória, pois há um pequeno
risco de o Apophis colidir com a Terra em 2036
Astrônomos estão acompanhando a trajetória de um asteroide que poderia
colidir com a Terra em 2036 - embora o risco de que isso ocorra seja
mínimo.
O asteroide, que vem sendo chamado de Apophis - em homenagem ao demônio
egípcio da destruição e da escuridão -, tem 300 metros de largura e
poderia colidir com a Terra com a força de 100 bombas nucleares.
Ele atualmente está passando a uma distância de 14 milhões de
quilômetros da Terra - o que permite que astrônomos possam analisá-lo.
Não é visível a olho nu, mas pode ser observado no website Slooh, que veicula imagens do espaço.
Rota de colisão
O Apophis foi observado pela primeira vez em 2004 e, na época, causou
algum alarde, porque cientistas calcularam que o risco de um choque com a
Terra em 2029 era de um em 45 mil. Mais tarde, esse risco foi
descartado, com novos cálculos indicando que em 13 de abril de 2029 a
massa rochosa deve passar a uma distância de cerca de 30 mil quilômetros
da Terra.
As mesmas previsões, porém, indicam o risco de uma colisão em 2036, embora ele seja mínimo: de um em 200 mil.
"Em 2029, o asteroide passará tão perto de nós que mudará a órbita do
centro de gravidade da Terra", explicou o professor Alan Fitzsimmons,
astrônomo da Universidade Queen, em Belfast.
"A maior parte das novas órbitas potenciais nos deixaria seguros pelos
próximos 100 anos, mas há uma pequena região do espaço na qual haveria o
risco do asteroide nos atingir em 13 de abril de 2036."
Ameaças futuras
Os astrônomos estão aproveitando a recente passagem do Apophis pela
Terra para estudá-lo, em uma tentativa de melhorar as previsões sobre
sua rota.
"As medições de radares são incrivelmente precisas: calculamos a
distância do asteroide e sua velocidade em relação a Terra,
identificando sua órbita", diz Fitzsimmons.
É cada vez maior o interesse de pesquisadores por corpos celestes
potencialmente perigosos para o nosso planeta. Até agora, já foram
identificados 9 mil asteroides próximos a Terra e uma média de 800 novas
rochas espaciais são observadas todos os anos.
Segundo Fitzsimmons, aprender mais sobre tais corpos celestes é
crucial: "Em algum momento, encontraremos um asteroide suficientemente
grande para causar um estrago na superfície da Terra se deixarmos que o
choque ocorra", diz.
"Por isso, devemos encontrar esses corpos, acompanhá-los e, caso eles tenham uma chance de nos atingir, fazer algo sobre isso."
Fonte: UOL.
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