A crise energética tem exigido o funcionamento intenso das
termelétricas em todo Brasil. E no Ceará não é diferente. No entanto,
essa nova demanda tem provocado problemas em outro setor. Donos de
postos de combustíveis em Fortaleza reclamam da lentidão na distribuição
do diesel e alegam uma logística deficiente na entrega para os
estabelecimentos, além do aumento no consumo em geral. Mas uma outra
causa é apontada para a escassez: a preferência para o abastecimento das
usinas termelétricas do Ceará devido ao momento crítico do setor
energético.
Foto: Marília Camelo
O uso das termelétricas se intensificou após recentes crises
energéticas na região Nordeste e, para o assessor econômico do Sindicato
dos Revendedores de Combustíveis do Ceará (Sindipostos), Antônio José,
quando essa demanda aconteceu não havia sistema logístico para isso. "As
entregas do combustível estão sendo feitas, porém de maneira lenta. A
tendência é que esse atraso no abastecimento dure um certo tempo. Para
as usinas não pode faltar diesel", destaca José.
Mesmo tendo prioridade na distribuição, a usina de Maracanaú segue produzindo abaixo do programado
devido à menor disponibilidade de combustível. Caracterizada como uma
instalação industrial, a Usina Termelétrica de Maracanaú I foi projetada
para gerar eletricidade a partir da energia mecânica por meio da queima
do óleo combustível. A usina tem 162 Megawatts de potência e capacidade
de 224 MVA.
Petrobras promete normalizar distribuição
O problema não é restrito ao diesel, o Sindipostos reclama do atraso
na distribuição de gasolina e etanol para postos da Capital e Interior.
Um dos motivos apresentados pelo sindicato é a demora para abastecimento
dos caminhões tanques.
A Petrobras, em nota enviada, admite que os atrasos que estão acontecendo devido à demanda aquecida
e a dificuldades logísticas. "A BR já reforçou o transporte de produto
por via rodoviária, a partir de Fortaleza, e começa a regularizar a
programação de entregas. Com a chegada de um carregamento de 720 mil
litros por via ferroviária, os estoques deverão ser totalmente
normalizados", diz em nota.
Sobre a distribuição preferencial do diesel para as termelétricas, a Petrobras diz desconhecer a informação.
Fonte: Diário do Nordeste.
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