O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (10) a
suspensão da comercialização de 225 planos de saúde de 24 operadoras
pelo descumprimento nos prazos de atendimento de consultas, procedimento
e cirurgias. Outras quatro operadoras ainda terão a suspensão de suas
carteiras completas - não foi passado o número exato de planos
comercializados por elas. (Foto: Honório Barbosa)
A suspensão das vendas começa na próxima segunda-feira (14) e
vale por três meses. Ela, porém, não impacta no atendimento dos clientes
que já são desses planos -que abarcam 1,9 milhão de pessoas, ou 4% do
público da saúde suplementar.
Desde dezembro de 2011, vale uma norma da ANS (Agência
Nacional de Saúde Suplementar) que estabelece o prazo limite para
atendimento de uma consulta básica (pediatria, clínica médica, cirurgia
geral, ginecologia e obstetrícia) em sete dias, 14 dias para consultas
com outros especialistas e 21 dias para internações eletivas, entre
outros.
A agência estabelece um indicador para cada operadora, baseado na
relação entre o número de reclamações e de beneficiários. Ganha quatro
pontos quem tiver indicador 75% acima da mediada de todos os
indicadores. Quatro pontos em dois monitoramentos consecutivos leva à
suspensão do plano.
Essa é a terceira rodada de suspensões da comercialização dos planos.
Em julho de 2012, foram 268 planos com a venda suspensa de 37
operadoras. Já em outubro, foram mais de 300 planos de 38 operadoras.
Novas punições
Como 16 das operadoras listadas passaram o último ano na pior classificação, sem apresentar melhora, elas entrarão em processo de direção técnica -além de terem a suspensão de venda dos planos.
Isso significa que deverão apresentar à ANS uma proposta de solução
dos problemas. Se isso não ocorrer, um técnico da ANS será destacado
para acompanhar as respostas da operadora à necessidade de ampliação da
rede de atendimento ou a organização da central de atendimento.
Outra novidade no ciclo de monitoramento, explicou hoje o ministro
Alexandre Padilha (Saúde), é a inclusão, a partir de agora, de outros
critérios na composição do indicador, como a negativa de atendimento, a
cobrança de carências indevidas e a não-oferta dos procedimentos mínimos
obrigatórios. Um termo de compromisso entre governo e empresas será
assinado, também, com 13 operadoras.
Fonte: Diário do Nordeste.
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