Quase metade dos estudantes que se inscreveram no Sisu (Sistema de
Seleção Unificada) 2013 optaram por vagas reservadas a cotas raciais e
socioeconômicas. Segundo o MEC (Ministério da Educação), 864.830 pessoas
se inscreveram pelas cotas, de um total de 1.949.958 candidatos - o que
representa 44,35% dos inscritos.
O ministro da Educação, Aloízio Mercadante, afirmou nesta segunda-feira
(14) que as notas de corte dos cotistas ficaram muito próximas das
notas dos não cotistas. Em medicina, por exemplo, a nota de corte ficou
em 761,67 para cota. No caso da ampla concorrência, foi de 787,56.
"As notas de corte estão muito próximas, o que mostra que os melhores
da rede pública são bem melhores do que a média do setor privado",
afirmou, ressaltando que o resultado não poderia ser comemorado, pois a
rede pública ainda tem muito o que melhorar.
Pela primeira vez, o Sisu destinou parte das vagas a cotistas vindos da
rede pública de ensino. A nova lei de cotas determina que, até 2016,
50% das vagas em instituições federais de ensino superior sejam
destinadas para alunos que fizeram o ensino médio em escolas públicas.
Segundo dados do MEC, entre os pretos, pardos ou indígenas com renda
familiar igual ou inferior a 1,5 salário mínimo, houve 349.904
inscritos. Considerando apenas os pretos, pardos ou indígenas,
independentemente da renda, houve 193.238 inscritos. Candidatos com
renda familiar igual ou inferior a 1,5 salário mínimo foram 168.243
inscritos. Sem considerar o recorte de renda, 153.445 candidatos de
escolas públicas se inscreveram como cotistas.
O sistema utiliza a nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para
selecionar estudantes para 101 instituições públicas de ensino superior
de todo o país no lugar do vestibular tradicional.
Veja as 10 instituições mais procuradas no Sisu 2013
|
Instituição
|
Nº de
inscritos
|
Vagas
|
|
UFC
(Universidade Federal do Ceará)
|
133.923
|
6.258
|
|
UFRJ
(Universidade Federal do Rio de Janeiro)
|
115.794
|
4.745
|
|
UFF
(Universidade Federal Fluminense)
|
96.247
|
4.789
|
|
UFRPE
(Universidade Federal Rural de Pernambuco)
|
79.675
|
3.240
|
|
UFAL
(Universidade Federal de Alagoas)
|
79.344
|
5.168
|
|
UESPI
(Universidade Estadual do Piauí)
|
73.564
|
4.350
|
|
UFSCar
(Universidade Federal de São Carlos)
|
72.560
|
2.553
|
|
Universidade
Tecnológica Federal do Paraná
|
70.804
|
3.550
|
|
Instituto
Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo
|
70.541
|
2.600
|
|
UFMT
(Universidade Federal de Mato Grosso)
|
65.780
|
5.123
|
Aprovados
Hoje pela manhã, o MEC liberou a consulta dos aprovados na primeira chamada pelo site do sistema. No
começo da madrugada, havia sido liberada a consulta por telefone, por
meio do 0800 61 61 61, o número da Central de Atendimento do MEC. O
candidato precisa ouvir a gravação telefônica e depois selecionar as
opções "3", em seguida "3", e depois "1". Só são aceitas ligações feitas
a partir de telefones fixos.
Foram colocadas em disputa no sistema 129.319 vagas em 3.752 cursos de
101 instituições de ensino superior – entre elas a maioria das
universidades federais. Os estudantes selecionados deverão realizar a
matrícula na própria faculdade nos dias 18, 21 e 22 de janeiro.
Quem não foi classificado em nenhuma das duas opções de curso
escolhidas no momento da inscrição deve aguardar a segunda chamada,
programada para o dia 28 de janeiro, com matrículas nos dias 1º, 4 e 5
de fevereiro.
Os candidatos aprovados para sua segunda opção de curso, mesmo que
cheguem a realizar matrícula, continuam concorrendo à vaga apontada como
a primeira escolha. Ou seja, se houver desistência de um candidato mais
bem pontuado, o estudante poderá optar pelo curso preferido, o que
implica no cancelamento da primeira matrícula.
Após a segunda chamada, as vagas remanescentes ficarão disponíveis em
uma lista de espera, para a qual o estudante deverá pedir adesão no site
do Sisu entre 28 de janeiro e 8 de fevereiro. O candidato só pode
manifestar interesse na lista de espera para a vaga escolhida como
primeira opção. Isso vale mesmo para estudantes que já tenham efetuado
matrícula no segundo curso escolhido.
Batalha de liminares
A divulgação dos resultados do Sisu só foi possível após o MEC
enfrentar uma nova batalha judicial com estudantes insatisfeitos com a
nota recebida pela redação do Enem, e também com procuradores que
questionaram o fato de o Inep (Instituto Nacional de Pesquisas
Educacionais Anísio Teixeira) só pretender liberar vistas dos textos no
dia 6 de fevereiro, quase um mês depois do Sisu, e sem permitir a
interposição de recursos.
Duas liminares concedidas a estudantes gaúchos por um juiz federal de
Bagé (RS) na quarta-feira (9) chegaram a suspender o fim do prazo de
inscrições e a divulgação dos resultados do Sisu. No entanto, enquanto o
MEC recorria das decisões, o sistema foi mantido no ar e os prazos
confirmados.
Fonte:UOL
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