Fêmea de 'Phthirus pubis', popularmente conhecido
como chato (Foto: Divulgação/CDC)
como chato (Foto: Divulgação/CDC)
Reportagem publicada pela agência americana Bloomberg associa a prática
de depilar pelos pubianos, conhecida em alguns países como “Brazilian
Wax”, com uma queda na incidência do inseto Phthirus pubis, popularmente conhecido como chato.
O texto cita, por exemplo, que na principal clínica de saúde sexual de
Sydney, na Austrália, não aparece um caso de chato em mulheres desde
2008. E, entre os homens, a redução do aparecimento desse parasita foi
de 80% em uma década.
“Costumava ser extremamente comum, mas agora raramente é visto”, disse
Basil Donovan, um dos médicos desse hospital, recomendando que “sem
dúvida, é melhor dar um trato” nos pelos pubianos.
O texto ainda menciona o salão J Sisters, de Nova York, fundado por
brasileiras, que teve papel importante na popularização da depilação
pubiana. O estabelecimento administrado por Jonice Padilha e suas irmãs
Jocely, Janea, Joyce, Juracy, Jussara e Judeseia. Elas começaram a
oferecer essa modalidade de depilação ainda nos anos 90. Atendem cerca
de 200 pessoas por dia, entre elas celebridades como a atriz Sarah
Jessica Parker.
“A depilação pubiana levou a uma severa redução das populações de
piolhos” afirma o entomologista médico Ian Burgess, da empresa inglesa
Insect Research & Development. “Some-se isso a outros aspectos da
depilação de pelos corporais e pode-se ver um desastre ambiental se
formando para essa espécie”, disse à Bloomberg.
“A destruição de habitat dos piolhos pubianos é crescente e eles estão
se tornando uma espécie em perigo”, concordou Janet Wilson, consultora
de saúde sexual e HIV no Reino Unido, que já em 2006 publicou um artigo
mostrando o crescimento da depilação à brasileira, em que todos os
pelos, com exceção de uma pequena faixa, são removidos.
Depilação pubiana estaria diminuindo o 'habitat' de inseto parasita
(Foto: Joe Klamar/AFP)
Fonte: G1 / Bem Estar.
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