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domingo, 13 de janeiro de 2013

Vítimas das chuvas no Rio aguardam casas dois anos após tragédia

 

Hoje faz dois anos da maior tragédia climática do país que deixou mais de 900 mortos na Região Serrana do Rio. Quem sobreviveu reclama que obras importantes para melhorar a segurança nas áreas de risco ainda não foram feitas. E as casas prometidas para quem perdeu tudo não foram entregues.

Uma cidade de luto. Fitas pretas e cartazes foram espalhados por Nova Friburgo. Em homenagem às vítimas da maior tragédia climática do Brasil, cruzes e rosas para lembrar os que morreram.

"É uma saudade eterna. A gente sente muito, mas não esquece", diz a costureira Elaine Rodrigues.

Na madrugada de 12 de janeiro de 2011, sete cidades da Região Serrana do Rio foram atingidas pelo temporal. Toneladas de terra e pedras desceram das montanhas e arrasaram bairros inteiros. Ao todo, 918 pessoas morreram, 166 estão desaparecidas até hoje e mais de 7 mil ficaram desabrigadas.

É uma homenagem aos mortos sim. Mas também um protesto na tentativa de preservar a vida. Uma maneira de cobrar promessas feitas por autoridades logo depois da tragédia e que até hoje não foram cumpridas.

"Uns estão voltando para casa porque não estão recebendo aluguel. Está um imbróglio danado", revela o pintor Jeová Santos.

Em dois anos, novos deslizamentos foram registrados. Mais pessoas morreram, e as sirenes de alerta viraram o som do medo.

"Começou a chover, ninguém dorme. Quem está aqui não consegue dormir", conta a frentista Marcilene dos Santos.

Os governos federal e estadual dizem que R$ 700 milhões foram investidos para recuperar as cidades atingidas. Mas, das 5 mil casas prometidas, nenhuma foi entregue. Muitas encostas não receberam as obras de contenção.

"Eu acredito que no segundo trimestre deste ano a gente comece a entregar a inaugurar essas unidades habitacionais", diz o subsecretário de recuperação da Região Serrana, José Beraldo.

Dois anos depois, urgência é o que pedem os moradores, porque, na Região Serrana, o tempo pode fazer a diferença entre a vida e a morte.

"Hoje é um dia de chorar e de pedir para que no ano que vem a gente não tenha que chorar outras mortes", diz a pedagoga Élia Fernandes.

Fonte: G1.

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